Vivo pensando em como posso definir-te. Você é um poema bonito, desses que não se lê de passagem. É daqueles que a gente sublinha, guarda, declama em silêncio como segredo e em voz alta como hino, daqueles que a gente conta para todo mundo. Você é o verso que marca se marca em um livro, a frase que não se esquece, a palavra que divide tudo em antes e depois. É também música. Música baixinha, daquelas que nunca cansam, que embalam os dias com ternura, que ficam de fundo sem precisar chamar atenção e, ainda assim, fazem falta quando o silêncio tenta ocupar o lugar. Mas você também é sinfonia, estrondo marcante, explosão que sacode e transforma, que faz da minha vida uma peça completa, com ritmo, harmonia e intensidade. És a delicadeza que acalenta e a força que revoluciona. És o poema que de tanto se ler, quer-se tatuar a pele, por medo de só a memória não ser suficiente, e a canção que embala e desperta. E eu, tão pequeno diante da beleza do que sinto, só posso reconhecer: amar você é...
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