A Poesia não morre O poeta não some A escrita não se aposenta O livro não se fecha para sempre A poesia se reinventa O poeta se reconstrói A escrita se transforma O livro muda Poesias de amor tornam-se poesias de dor Sonetos de paixão reformam-se em sonetos de devastação Versos românticos mudam-se para versos trágicos O poeta que outrora brilhou, agora vive no escuro Os olhos que resplandeciam, agora jazem em pranto As mãos que escreviam com amor, agora servem pra diminuir a dor A escrita espetacular pôs-se a apagar As letras ardentes ficam congelantes A lua se escondeu Aquele livro não está mais aberto A obra foi queimada e enterrada As páginas dilaceradas em sequidão de estio A vida muda, as pessoas mudam, as obras mudam As memórias ficam, as dores crescem, as paixões sessam Tudo muda, tudo passa. - Edmundo Teixeira
Este site reúne as pluralidades da minha singularidade. Opiniões, ideias, obras e etc.