Não sei se um dia serei capaz de dizer com exatidão aquilo que de fato sinto. Ou se tudo que te entrego é ainda pouco diante daquilo que em mim se move quando você existe, existe, porque me parece que fazes além do que viver. É verdade que você me desorganiza até naquilo que eu nunca disse. Sempre que você sorri é como se o sol rasgasse o céu da madrugada fazendo surgir a aurora, sem arrodeios, sem licenças, rasgando e inaugurando a luz do novo dia, e me deixando exposto demais ao que tento disfarçar. E mesmo quando este transformador sorriso não é por mim, e sinto que injusta existência, ainda, e principalmente nesses instantes, é que mais aquece-me o coração. Teu brilho me alcança como um acidente bonito, desses que a gente não quer evitar, mesmo sabendo da transformação essencial que provocará. E transforma, de fato. Muda, vez que começo a me perceber onde antes não havia nada, como se tua mera existência revelasse falhas do que eu era antes de te notar. Eu já não sei onde term...
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