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O Jovem Ben | Parte 2

    O balanço está vazio, Ben já não cabe           mais lá.

Passados alguns anos, nossos três protagonistas e a intrusa Dani, agora estavam no fim do ensino fundamental maior, em uma turma que eu particularmente chamo de "sujeitinhos de desordem incontestável". Todos esses novos "amigos" pareciam, aos olhos de Ben, pessoas boas, mas sem propósito na vida. E apesar de ser um pensamento crítico, Ben tinha bons motivos pra achar tal coisas dos colegas, tendo um dos rapazes cometido atos ilícitos enquanto usava o uniforme da escola durante a organização de um evento ( Quem lê entenda).
Uma das aulas preferidas de Ben era a de Filosofia Empreendedora, do professor Epaminondas, um homem alto de porte nem tanto atlético, usava óculos, e os outros professores chegavam a chamá-lo de Enciclopédia Ambulante, devido ao seu vasto conhecimento em varias áreas do conhecimento. Epaminondas era primo da professora Guilhermina, uma mulher de cabelos claros, estatura média e que usava óculos grandes, esta por sua vez cuidava de Ben como se fosse da família, era um amor de pessoa e uma ótima profissional, tendo sido ela uma das principais responsáveis pelo amor de Ben à História do Brasil.
Nesse combo de professores/amigos havia uma pequena, porém grande mulher, a senhorita Firmina, que era uma jovem senhora de aproximadamente trinta e dois anos, com um metro e meio de altura, cabelos longos e escuros. Ela tornou-se grande amiga do menino Ben após um desentendimento entre eles alguns anos atrás ( testemunhas afirmam que o dia deste tal ocorrido foi ímpar, a professora ganhou alguns centímetros a mais de cabelo e testou sua elasticidade e Ben com apenas 9 anos de idade testou sua força).
É importante citar também Aparecida, uma mulher peculiar, alegre e muito inteligente, sendo mestre em linguística, lecionava espanhol, e tratava Ben como um sobrinho a quem amava muito.
Essa turma alegre de mestres faziam parte de uma espécie de "sociedade filosófica e literária" que organizava cafés e colóquios intelectuais para estudantes e professores de diversas instituições.
Claro que não podemos esquecer de um trio esplêndido, Maria, diretora do Colégio Drummond e mãe de todos aqueles que chegavam ali. Minerva era a coordenadora, essa por sua vez despertava um medo em muitos alunos, apesar de ser um amor de pessoa. E por último Ariana, a secretária, que geria a escola com maestria e de quem as crianças do fundamental menor cultivavam uma certa raiva, pelo fato de ela não permitir que os pequenos brincassem de "pata"( pega-pega) nas escadas, ou que eles jogassem bola nos corredores.
Caro leitor, me perdoe por fugir um pouco da trama deste episódio, mas homenagens são necessárias, quando o homenageado foi tão importante para você que chegou a mudar inclusive seu modo de pensar.
Pois vamos lá. Ben sempre foi um exímio orador, escritor e até mesmo palestrante. Vendo isso, a famigerada sociedade supracitada o recrutou para dirigir alguns de seus eventos, os quais o rapaz gostou muito e onde conheceu pessoas surpreendentes de um certo instituto de ensino médio que, não por coincidência, Ben, Kate, Ângela e Dani, sentiriam um certo interesse.
Nosso jovem rapaz apesar de muito inteligente, sofria de um problema relativamente comum naquela época. O rapaz tinha uma auto-estima baixa (quem lê entenda) o que afetava algumas de suas decisões e o deixava em constante dúvida quanto a pessoas, coisas e inclusive quanto a si mesmo constantemente.
Esse problema viria a ser resolvido aos poucos, com a ajuda de amigos tanto de seu colégio quanto de sua igreja (cito: Ana, Myra, Joaquim e Angra) e de eventos que ele participava(cito: Bella).
Graças a esses amigos, Ben que antes era um rapaz um tanto arrogante e antipático tornou-se alguém melhor, mais amigável e até, eu diria, uma nova pessoa. Suas conversas com seus mestres o faziam refletir, e a cada dia travar uma luta consigo mesmo para crescer como estudante, filho, amigo, cidadão e principal como pessoa.



Continua...

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