Pelos céus, que brilho irradia meu coração! Sinto-me dominado por uma eudaimonia cada vez que olho em seus olhos, esses pequenos olhos pelos quais vejo um brilho indescritível. Você não conseguiria imaginar, nem mesmo em anos, o encanto que eu sinto cada vez que, em silêncio, te ouvindo falar, olho para seus olhos e, comigo mesmo, dou um sorriso, daqueles de um adolescente que está em seu primeiro amor. Que sentimento é esse que toma conta de mim cada vez que ouço a sua voz, sua risada, seu canto, me sinto como se experimentando, recém chegado nessa terra, pela primeira vez, as belezas da criação, ouvindo os passarinhos cantando, ou o vento sussurrando, e mesmo os fortes trovões noturnos das noites negras do nordeste, me encanta te ouvir, é a minha melodia favorita, seja falando, gargalhando ou cantando.
Se algum dia alguém disser para você não cantar, não dançar, não sorrir, se alguém disser para deixar seus sonhos para outra hora, continue, brilhe, voe. O mais encantador e o mais forte que há em você, meu bem, é você mesma, pode parecer redundante, mas não, você mesma, sua energia, sua personalidade, seus gostos, você mesma, encantadora como o brilho do pôr do sol que a cada dia nos mostra uma paleta nova de cores e nos faz lembrar das belezas da vida.
Se existe, de fato, uma ciência que explique o tempo e o espaço, e existem universos paralelos e linhas do tempo diferentes, é seguro que afirmo, que em todas as linhas do tempo, e em todos os universos, eu me apaixonei por você, e continuarei me apaixonando todos os dias, dia após dia, e mesmo quando te vir, cantarei aquela canção que a gente ria, e lembrarei do doce som da tua voz, do teu cheiro que me faz viajar, do seus olhos que por tantos anos eu olho com carinho, da sua boca, esculpida como pela mão de um artista do renascimento, lembrarei de toda você, porque toda você é a parte mais forte e encantadora em você.
Eu insisto em escrever, em sonhar e em falar, talvez isso seja de uma ingenuidade, porque a nossa geração não é de sonhar, mas eu preciso admitir, talvez dentro de mim ainda haja aquele menino que fez do som da tua voz um hino.

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