Há em mim uma inevitável atitude de te amar, como se meu coração tivesse encontrado o único ofício digno de sua existência. Não é uma escolha, é destino, muito embora também seja a decisão mais feliz da minha vida amar você todos os dias. Um chamado suave e imperativo que me guia, mesmo quando o mundo ao redor se agita em caos.
Sempre me diverti com as incertezas e as reviravoltas quase fatais da política e dos jogos da vida; sempre enfrentei tempestades com o peito aberto e um sorriso de ironia. Mas a menor ameaça de te perder me atravessa como um punhal frio e cruel. É algo que não se mede, que não se explica. Diante de você, não me pertenço; sou teu, inteiro, vulnerável. E há algo que você desperta em mim, algo profundo, secreto e puro, que ninguém mais seria capaz de revelar.
Não consigo deixar de pensar nesse sorriso que me ilumina, nessa curva de alegria que se acende nos teus lábios e me hipnotiza como se o tempo parasse só para que eu possa admirar.
E amo, com a mesma intensidade, o instante sagrado em que nos sentamos à mesa, e você, sempre na ponta à minha direita, próxima à porta, com a luz do sol entrando. Ali, eu olho para ti e vejo o brilho castanho dos teus olhos e, nesse brilho, todo o amor que me sustenta.
E como eu amo o teu abraço! Ele é casa. Nele, me recarrego como se toda energia do mundo estivesse ali, no simples contato entre nós. Às vezes tudo que eu preciso é estar com meus braços ao redor de ti, ou sentir os teus ao redor de mim, para entender que não há lugar mais seguro do que contigo.
Você é meu dia bom, meu melhor momento, minha pessoa favorita. Para mim, basta que tu existas e isso já é motivo suficiente para eu estar vivo. Tua presença alegra minha alma, aquece meus dias e dá sentido a cada madrugada que amanhece.
Você é minha poesia viva, o verso que nunca se esgota, a razão pela qual até o silêncio se torna doce. E eu, que sempre acreditei ser dono do meu próprio caminho, percebi que meu destino tem teu nome escrito nele.
Com amor que não se mede, sempre teu.
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